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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ursinho Puff – Desenhos Preferidos (13 de 25)

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Criação de Alan Alexander Milne (1926) e direitos pertencentes à Disney, conta a história de Puff (Pohh) um ursinho amarelo e louco por mel e seus amigos. É um grande sucesso até hoje e sua franquia é uma das mais lucrativas da Disney. Pra se ter uma ideia, em 2003 a revista Forbes considerou o Ursinho Pooh um dos personagens ficcionais mais lucrativos daquele ano, com 5,6 bilhões de dólares, ficando em segundo lugar, perdendo só do Mickey.

Puff é viciado em mel, está sempre melecado e com um pote de mel nas mãos. É muito meigo e carinhoso, vive no Bosque dos 100 Acres e tem vários amigos. Leitão é um dos melhores amigos do Puff e é um porquinho pequenino cor de rosa e muito medroso. Tem medo de tudo e se assusta facilmente, mas é muito leal e prestativo.

Outro amigo do Pooh é o Abel, um coelho amarelo. Ele é o mais velho da turma e adora cuidar de sua horta, passa o dia lá. É resmungão, chato às vezes e implicante, mas é um grande amigo e conselheiro.

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Tigrão é a energia em pessoa, ou melhor, em tigre. Alaranjado e com listras, adora pular com sua calda, correr e saltar nos amigos. Quer sempre farra, alegria e diversão. É quem mantém o bom astral da galera mesmo nas horas difíceis. Mesmo assim é o que mais gera confusão e bagunça, porque ele não é muito de pensar antes de agir.

Cristóvão é um menino e grande amigo do Pooh. Alan se inspirou no próprio filho para criar seus livros e deu o nome dele ao personagem (Christopher), porém o filho não gostou muito disso, mas depois que a Disney comprou os direitos o personagem continuou e é presente até hoje.

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E deixei por último o personagem que eu tenho mais carinho, o Bisonho. Bisonho é um cinzento (ou azul em alguns episódios e filmes) que está sempre triste e deprimido. Ele se sente solitário, apesar de ser amigo de todos, e diz ter várias limitações. Não consegue se expressar direito, não sabe dizer o que sente e por pra fora seus sentimentos. Também tem dificuldades de conversar e ser sociável. Sua própria aparência revela um pouco de suas dificuldades, porque ele aparentemente sua pele é de pano, como se escondesse quem é de verdade, seu rabo é pregado com um grampo e sempre que ele tenta ser diferente ele bota uma roupa “pele” nova. Mas nunca ninguém vê quem ele é de verdade. Se dá bem com todo mundo porém não tem um grande amigo que goste ou confie mais.

Eu gosto muito dele por identificação, sempre me achei um pouco como o Bisonho e já tive épocas bem tristonho como ele e desanimado. É um personagem que dá uma vontade louca de abraçar e encher de carinho e amor, porque ele é incrível. Sua casa é feita de gravetos e sempre cai, mas ele nunca desanima e sempre a reconstrói. Ele é persistente e tem a melhor qualidade: procura sempre ser alguém melhor. Quase sempre não dá certo mas ele não desiste.

É o oposto do Tigrão e é um barato quando esse tenta o ajudar, acontecem diversas confusões.

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Porque o Ursinho Puff faz sucesso? Por essa combinação harmônica de personalidades diferentes que se auxiliam e vivem em companheirismo mútuo. Um ajuda ao outro e estão sempre próximos. É um desenho simples mas que trata de algo tão almejado pelos seres humanos mas tão difícil de se conseguir, que é o de viver em harmonia, aceitando as diferenças e valorizando a amizade e o amor.

Sempre com um gostinho de mel!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Coragem, o Cão Covarde – Desenhos Preferidos (12 de 25)

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Alguém me diz se é possível não se apaixonar por um cachorrinho medroso chamado Coragem??? Impossível!!!

Coragem, o Cão Covarde é uma série de animação da Cartoon Network, criação de John R. Dilworth. Conta a história de um cãozinho que é a personificação do medo, ele treme, grita, chora, tampa os olhos e ouvidos mas sempre acaba tendo que enfrentar seus medos para ajudar seus donos, os velhinhos Muriel e Eustácio Bagge. Eles vivem em uma fazenda que fica no meio do nada, na cidade de Lugar Nenhum.

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Muriel ama Coragem mas Eustácio o odeia e está sempre brigando e chamando-o de burro. Já Coragem sempre se vê as voltas de mistérios que acontecem nessa fazenda e que botam a vida deles em perigo. Apesar de seu medo, Coragem sempre faz o possível e impossível para salvar a vida de seus donos, que quase nunca percebem os perigos que correm.

E que perigos e mistérios acontecem? De tudo: furacões, invasões alienígenas, monstros, fantasmas, demônios e tudo de ruim que se possa imaginar. Existe um clima de suspense genial que remete à obras de Edgar Alan Poe. Coragem passa por muitos perrengues mas sempre consegue escapar da morte, mesmo se ferindo e passando por sufocos terríveis. Os donos sempre sobrevivem no final, porém Eustáquio quase sempre não termina, digamos… normal.

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Divertido também são as mímicas que o Coragem faz para tentar avisar aos donos do perigo que correm. Ele busca referência de tudo, desde coisas do mundo pop até coisas da época do Zagaia, mas mesmo assim seus donos não entendem.

Por que eu gosto desse desenho? Primeiro porque Coragem é um dos melhores exemplos de como trabalha o bibliotecário atual. Sempre conectado, ele varre a rede como ninguém para buscar as soluções dos seus problemas. Conhece todas as formas de buscas, as melhores fontes de informação e sabe identificar o que quer das redes sociais, de forma rápida e eficaz, afinal a sua vida e a dos donos depende disso.

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O segundo motivo de gostar dele é que eu também sou medroso demais. Tenho medo de tanta coisa e medos de vários tipos! Porém, não tenho muito tempo para paralisar com meus medos, eu sempre acabo os enfrentando primeiro pra depois lembrar que tenho medo. E muitas foram as vezes que ajudei família e amigos com coisas que eles não tiveram coragem de fazer.

É sempre assim, todos dizem que o Rubens é medroso, mas na hora do pega pra capá, é sempre o Rubens que é chamado. Quando chega a hora de agir, boto a cara a tapa mesmo, com a pose de coragem e o estômago tremendo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Doug – Desenhos Preferidos (11 de 25)

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Era 1998. Um menino, muito barrigudo pra se dizer magro, e muito magro pra se dizer gordo, viciou-se em um desenho animado que passava na TV Cultura, cujo protagonista era um menino muito barrigudo pra se dizer magro e muito magro pra se dizer gordo, que se chamava Doug Funnie.

Esse menino tinha um melhor amigo inseparável que estudava com ele, era apaixonado em segredo por uma coleguinha loira da escola, tinha uma cachorrinha que sempre o acompanhava e que era muito inteligente, tinha uma irmã bem mais velha que vivia implicando com ele, passava horas viajando na imaginação, rabiscando histórias em quadrinhos e fazendo story boards de filmes. Não, não estou falando do Doug, mas do menino que assistia o Doug, que por acaso sou eu.

Já o Doug, ele tinha um melhor amigo inseparável, o Skeeter, que estudava com ele; era apaixonado em segredo por uma coleguinha loira da escola chamada Patty Maionese; tinha um cachorrinho que sempre o acompanhava e era muito inteligente, o Costelinha; tinha uma irmã mais velha que vivia implicando com ele, a Judy; passava horas viajando na imaginação, rabiscando histórias em quadrinhos e escrevendo o que acontecia em sua vida em um diário.

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Preciso dizer que existe uma certa identificação entre a gente??? :)

Acho que o Doug foi o primeiro blogueiro que existiu no mundo, afinal o que ele fazia em cada episódio é o mesmo que a grande maioria dos blogueiros faz, contar sobre seu dia, tentando entender esse mundo louco e esses nossos relacionamentos sociais complicados.

Criação de Jim Jinkins, Doug nasceu em 1991 no Nicklodeon e ficou no ar até 1994. Em 1996 a Disney deu continuidade, produzindo novos episódios. No Brasil, Doug foi exibido na TV Cultura, SBT e Band. Atualmente passa novamente na Cultura.

Um desenho primoroso que mostra muito bem a transição da pré-adolescência para a adolescência e os inúmeros conflitos, medos e inseguranças gerados nessa fase. O mais legal é que esse desenho sempre valorizou a importância da família, dos amigos e dos valores éticos e morais, de uma forma construtiva e lúdica. A criança ou adolescente que assistia se identificava com o Doug de forma como poucos desenhos conseguiram.

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Torço até hoje para que o Doug tenha tido um final feliz com a Patty Maionese, porque a minha maionese desandou faz muito tempo…rzz

E até hoje minha imaginação funciona como a do Doug, tipo, eu faço uma coisa, aí imagino como seria, de uma forma exagerada e normalmente dando errado…rzz

Technorati Marcas: ,,

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Pequeno Príncipe – Desenhos Preferidos (10 de 25)

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Lembro com muito  carinho desse desenho, se o meu primeiro livro foi O pequeno príncipe, foi graças à minha paixão pelo desenho animado que passava no SBT. Assistia todas as tardes, enquanto ele foi exibido. Que saudade!!!

O pequeno príncipe (The adventures of The Little Prince) é uma produção japonesa, de 1978 à 1979, de 35 episódios, baseado na obra Antoine de Saint-Exupéry. O pequeno príncipe deixava seu asteróide B612 e sua Rosa e depois de conhecer vários planetas, ele vem para a Terra e aqui, em cada episódio, ele conhece alguém diferente e ajuda essa pessoa, sempre relembrando sua vida no planetinha em que vivia.

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E essas historinhas eram muito lindas, lembro de um, com uma menininha que ele conhecia, que eu chorava sempre que via.

E o desenho era um tema muito legal para brincadeiras. Minha casa sempre teve um terreno grande, com plantas, árvores e galinheiro (teve uma época que até chiqueiro teve). Era uma mini-roça dentro da cidade. E ali eu vivia minhas aventuras e caia no mundo da imaginação.

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Havia um pé de rosas brancas no fundo de casa, ali ficava sendo o asteróide B612. Os formigueiros eram os mini-vulcões e as plantas de quebra-pedra eram os baobás. Aí eu pegava uma vassoura e era a viagem pelo espaço, até chegar ao quintal da frente, onde era a terra. Ali revivia as aventuras dos desenhos que via. Ah, e minha cachorrinha bianca era a raposa.

Relembrar de tudo isso é muito bom, me dá mais força e fôlego nas minhas lutas diárias e nas buscas pelos meus sonhos e paixões.

sábado, 21 de novembro de 2009

Meu querido pônei (My Little Pony) – Desenhos Preferidos (09 de 25)

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O que este desenho tem de mais especial em minha vida é que é o mais antigo desenho que tenho lembrança de ter visto quando pequeno, lá pelos meus 3 anos de idade. Não lembro absolutamente nada, apenas que sentava na minha velha TV Preto & Branco e ficava assistindo. Uma vez, já com uns 5 anos, ganhei um pônei de brinquedo da série, junto com um robozinho do Transformers (outro desenho que adorava na época) numa caixa de coisas velhas doadas pela patroa da minha mãe. Foi como ganhar na loteria.

Eram, junto com um navio de brinquedo, meus brinquedos mais valiosos e que guardava com muito carinho. Infelizmente o Transformers eu perdi e o navio a minha mãe deu para uma mulher imbecíl. Mas o pônei eu consegui guardar até hoje, junto com o pente que veio junto.

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Você deve estar rindo desse marmanjo aqui dizendo que guarda um pônei de brinquedo até hoje…hahaha Mas guardo mesmo, tem um valor sentimental muito grande, é um objeto que sempre me ajuda a resgatar minha infância e inocência daquela época.

Mas vamos a história, estou descobrindo hoje qual é a história desse desenho. São pôneis mágicos que viviam no Vale dos Sonhos que era constantemente ameaçado por vilões. Cada pônei tinha um poder ou qualidade e isso era representado num desenho no seu pelo. Uma história super simples, destinada para crianças entre 2 e 5 anos, com pequenas lições de moral, como amor, amizade, respeito aos mais velhos e educação.

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O meu pônei é verde, com folhinhas de trevo no traseiro. Não sei seu nome, um dia ainda vou descobrir, bem como qual era sua qualidade e poder (é igual esse da foto, achei um parecido na net).

Recentemente relançaram a marca My little pony no mercado, com versões repaginadas desse cavalinhos, em cadernos, diários, materiais escolares entre outras coisas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sagwa: A gatinha siamesa – Desenhos Preferidos (08 de 25)

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Esse é um desenho que passa no canal Futura e eu adoro. Aliás, todos os desenhos que passam no Futura são muito bons. Conta a história de uma gatinha siamesa e sua vida em uma província chinesa, onde ela mora na casa do mandarim, governador da província.

É um desenho infantil baseado no livro “Sagwa, the Chinese Siamese Cat” de Amy Tan e passa diversas lições de moral e ética apresentadas de forma lúdica através dos relacionamentos entre os personagens.

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Os personagens são: Sagwa, a principal, uma gatinha meiga, um pouco desajeitada, de bom coração e que possui uma habilidade ótima em caligrafia, ela pinta os caracteres chineses com perfeição, usando seu rabo e tinta nanquim, o que é adimirado por todos; Fu-fu, seu melhor amigo, um morceguinho que usa óculos e que é um ótimo amigo, carinhoso e também um tanto desajeitado; seus irmãos Sheegwa (irmã mais nova e responsável pelas maiores bagunças que acontecem) e Dongua (o irmão mais peralta e que mais implica com ela, mas se amam mesmo assim); Mamãe e Papai Miau, os pais de Sagwa, sempre muito presentes e preocupados com os filhos; Mandarim e sua família e funcionários (personagens humanos).

Histórias curtas, roteiros simples mas sempre muito eficientes, sempre valorizando a importância da amizade, amor, da família e dos bons sentimentos, como a sinceridade, perdão e gratidão. Sagwa e seus irmãos sempre passam por alguma dificuldade que põe em cheque seus princípios, como ciúme, perdas, proibições e medos. Através de suas atitudes e o reconhecimento dos seus erros eles sempre partem em busca de concertá-los e reestabelecer coisas que se romperam por causa de suas atitudes negativas.

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O melhor é que a cultura chinesa é muito bem aproveitada e respeitada, todo o desenho tem o clima das tradições chinesas e passa isso de forma respeitável, o que é algo a ser elogiado, tendo em vista não ser uma produção chinesa e sim americana.

Se algum dia você estiver triste ou desiludido com alguma coisa assista um episódio de Sagwa, sempre é reconfortante. O carinho de Sagwa passa a tela da TV e consegue nos encher de esperança e acreditar no poder da amizade.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Os padrinhos mágicos (The Fairly OddParents) – Desenhos Preferidos (07 de 25)

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Sabe aquele tipo de desenho que você começa a assistir achando que vai ser bobo e sem graça? Aí você assiste um episódio, assiste outro, outro… quando vê está fascinado e fã? Pois bem, esse é um deles.

“Os Padrinhos Mágicos” é uma animação americana, criação de Buth Hartman e exibida pela Nickelodeon. Conta a história do menino Timmy Turner, um garoto de 10 anos que possui duas fadas como padrinhos mágicos, o Cosmo e a Wanda. Os padrinhos mágicos podem realizar qualquer coisa que o menino pedir, desde que não viole as Regras das Fadas. O que parece ser algo fantástico e a solução para todos os problemas do garoto, na verdade não é, pois cada pedido que o Timmy faz e os padrinhos realizam acaba gerando outros problemas ainda maiores, numa bola de neve sem fim, resultando em um verdadeiro caos e situações que beiram a loucura.

A grande mensagem do desenho é que nossos problemas, por mais difíceis que aparentam ser e por mais erros que a gente cometa, sempre são melhores do que se não existissem. Sem eles, outros surgiriam, então não adianta lutar contra, o importante é saber viver nossa vida administrando nossos erros e problemas, procurando extrair deles aprendizado. É por causa deles que amadurecemos e nos tornamos pessoas melhores.

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Mais uma coisa que preciso dizer sobre esse desenho: tenho certeza que o Cosmo é o meu padrinho mágico…hahaha Quando tinha 14 anos decidi que estava pronto para amar e fiz o seguinte pedido: “Eu gostaria de amar e ser amado. Queria encontrar um grande amor, alguém que fosse como eu e que me amasse também, me entendendo, me ajudando e me completando”. O pedido foi realizado, mas com um porém, eu pedi um “amor”, uma “história de amor”. Em nenhum momento no meu pedido explicitei que além de amar queria um relacionamento completo, concreto, palpável. Me ferrei!!! Encontrei um amor, lindo, maravilhoso, mas… impossível. Sofri anos seguidos como aqueles heróis da literatura romântica. Depois encontrei um novo amor, que também não deu certo e foi pra longe. Eu era a pessoa certa na hora errada... Aí veio outro, uma verdadeira alma gêmea… mas com vários desastres, até que foi-se embora para um lugar lindo, montanhoso, um verdadeiro paraíso... Então surgiu um que nem dei muita bola, mas que por fim acabei me interessando. Mas foi só me interessar para que as malas fossem feitas e um até breve fosse dito. Finalmente, mais um surgiu, subitamente, absurdamente diferente de todos os outros mas incrivelmente perfeito para o meu coração, tanto que me transformou por completo. Mas com a mesma rapidez que chegou, se foi… pra mais longe ainda… Cosmoooo!!! Seu miserável, porque você não é capaz de ler nas entrelinhas, meu filho? E agora? De acordo com as Regras das Fadas um padrinho mágico não pode interferir numa paixão ou amor verdadeiro. “Oh vida! Oh Céus!” diria o Hardy…rzz

Eu me sinto um menino que fica admirando pássaros de sua janela. Um menino que sonha em tocá-los, acariciá-los, beijá-los… mas que não pode, pois sempre que se aproxima as belas aves voam para bem longe. E o menino fica ali, sozinho, esperando por uma nova ave, um novo canto, uma nova cor, enquanto seu pobre coração transborda de excesso de amor e inunda toda sua casa, para desespero de sua mãe…rzz

Às vezes sinto vontade de fazer um novo pedido ao Cosmo, mas como sempre acaba acontecendo algo imprevisível e ainda mais complicado, sempre desisto. O melhor é aceitar as coisas como são. Sempre haverá alpiste e água fresca em minha casa e nenhuma gaiola. Nada é mais lindo do que a liberdade de uma ave no céu. Elas só precisam parar de ter medo. Se eu já até consegui pegar um beija-flor na mão e ele não ficou com medo, tenho certeza que as outras aves um dia confiarão em mim também e no meu amor.

Mas que pataquada, parei de falar do desenho pra escrever uma historinha besta sobre mim…rzz Voltemos ao desenho: escolhi como exemplo um de seus melhores episódios, o “Dejavu”. Nele fica bem claro o quanto pode ser desastroso os pedidos feitos pelo Timmy e como ele acaba perdendo o controle do que resulta deles.

PS: eu havia terminado de escrever esse post quando de repente ele sumiu! Apagou do nada e eu não havia salvo. Meu primeiro impulso foi reclamar e chorar as pitangas, porém imediatamente disse que não reclamaria, iria escrever tudo novamente, pacientemente, sem cortar nada e sem preguiça. Consegui!!! E ficou muito melhor do que a primeira versão. Tô aprendendo muita coisas com os meus desenhos preferidos…hehehe

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cavalo de Fogo (Wildfire) – Desenhos Preferidos (06 de 25)

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Que saudade da época que acompanhava esse desenho. Lembro de um tempo que passava na hora do almoço e de um outro tempo que passava à tarde. Quando passava à tarde era sempre no horário do meu leite achocolatado com bolachas… delícia!!!

Esse desenho contava a história de uma menina, a Sara, que com 13 anos descobriu ser na verdade uma princesa de um mundo encantado. Ela possuia um medalhão mágico que brilhava e trazia o Cavalo de Fogo que lhe contou toda a verdade e a levava para o seu reino, para enfrentar as maldades de Diabolyn. O grande objetivo é que Sara se tornasse a rainha do reino e devolvesse a paz aos seus habitantes.

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Esse desenho lembra um filme muito querido da época, “A história sem fim”. Ambos mostram crianças tendo que vencer medos e inseguranças para passar para uma nova vida. É uma forma terna de mostrar o choque do fim da infância e o começo da adolescencia, bem como as novas responsabilidades que o jovem terá.

Descobri uma coisa, Cavalo de Fogo teve apenas 13 episódios!!! Dá para acreditar??? Eu assisti durante anos 13 episódios apenas??? Era tão bom que nunca reparei.

Para variar, é mais uma produção Hanna Barbera de 1986.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

As aventuras de Babar – Desenhos Preferidos (Parte 05 de 25)

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Até hoje não conheci ninguém que tivesse assistido “As aventuras de Babar” na infância*, principalmente entre meus amigos em Minas. Ele passava na Cultura e na minha cidade a TV pública era uma mistura entre Cultura, Educativa e Rede Minas, sem contar a TV local. A TV Cultura só pegava entre 18h30 até madrugada, e Babar começava às 18h30. Só que nunca a cultura começava nesse horário, às vezes adiantava, às vezes atrasava muito.

E eu adorava a cultura nessa época. Além de Babar passava Castelo Ratimbum, Mundo de Beackman, Tintim e Doug, que eu adorava. E eu não era tão criança na época, tinha entre 12 e 14 anos e já trabalhava, mas era a melhor distração que eu tinha durante a semana, já que meu dia-a-dia não era nem um pouco fácil.

Enfim, a maioria dos episódios de Babar eu vi picado ou apenas o final. Mas adorava o seu estilo, sua classe, cultura e como falava bem.

Ele era um elefante que perdeu a mãe muito novo. Tinha tudo para se dar mal na vida mas teve a ajuda de uma senhora na França. Com o tempo se tornou rei.

Existem muitas críticas contra esse desenho, dizendo que mostra uma visão preconceituosa contra as minorias, como indígenas e negros (que seriam representados por Babar) e que eles só encontrariam a “civilização” com o homem branco (a senhora francesa).

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Bobagem, análise pobre dessa delicada produção canadense inspirada no livro francês L'Histoire de Babar de Jean de Brunhoff. Sabe o que esse desenho me lembra? A vida do contador de histórias mineiro Roberto Carlos, que teve uma infância difícil quando sua mãe o internou na Febem e tinha tudo para ter um destino trágico, mas ao conhecer a pedagoga francesa Marguerit Duvas sua vida tomou um novo rumo. Foi morar na França e lá estudou e se tornou um grande homem. Voltou ao Brasil e se tornou um dos melhores contadores de história do país, além de ser pai de 13 filhos adotivos. Ah, e ele tem nome de rei! :)

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Não é incrível como os discursos presentes na animação de Babar estão presentes na vida de Roberto Carlos?

Não encontrei uma versão dublada do desenho para postar aqui (realmente acho que só eu e uma meia dúzia de pessoas assistiam…rzz), por isso coloquei a versão em inglês. Também coloquei o trailer do filme sobre a história do Roberto, para quem não conhece vale a pena assistir.

* Depois que publiquei uma pessoa apareceu me dizendo que também gostava desse desenho, minha amiga Vivi Storti. Não estou sozinho!!! êhee!!! :)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Muppet Babies – Desenhos preferidos (04 de 25)

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Mais um desenho que marcou minha infância. Criação de Jim Henson, baseado no programa de muito sucesso da TV americana.

O desenho mostrava vários bebês que moravam juntos sob os cuidados de uma babá, que nunca mostrava a sua cara, a gente via apenas suas pernas. Cada uma das crianças era de uma espécie diferente e passavam o dia brincando e fantasiando. Suas fantasias sempre viravam realidade na mente delas, que só era quebrado com a voz da babá. Quem assiste acaba entrando em suas fantasias também.

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O sapo Caco e a porquinha Piggy são os mais famosos. Agora, adivinhem qual dos personagens eu gostava mais e torcia sempre???

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O Gonzo, claro!!! Ele é todo esquisito, bagunceiro e amava a Piggy demais mas ela nunca dava bola para o coitado porque amava o Caco. Ela era muito má com ele mas ele nunca desistia e sempre tentava se sair por cima, acreditando que um dia a conquistaria. Por conta disso eu odeio o Caco até hoje…rzz O Gonzo, tadinho, sofria tanto, se sentia um estranho no ninho, assim como eu também quando pequeno, por isso tenho essa identificação forte com ele.

Mas com certeza, é o mais legal e divertido de todos, pelo menos pra mim é! :)

E a abertura, que linda! Uma das melhores pra mim até hoje!

Agora, olhando com os olhos de um analista percebo que existe um ar de tristeza no desenho. Nós nunca vemos relações de família nos desenhos, eles ficam sob os cuidados de uma babá, trancados a maior parte do tempo em um quarto, buscando refugio em um mundo de fantasia e imaginação. É triste… Me lembra as crianças que vivem em abrigos, esperando por adoção…