terça-feira, 12 de junho de 2018

As vantagens de não namorar




Dia dos namorados de 2018 do ano da graça do Senhor. Sigo #foreveralone, encalhado e sem nunca ter namorado. Relacionamento amoroso continua sendo uma coisa mais complexa do que física quântica (que pra mim é até mais fácil de entender) e gerando mais trapalhadas, confusões, frustrações e perda de tempo do que qualquer coisa positiva que porventura existe nesse campo. Só não desisto de vez porque é algo que faz parte da vida de muita gente, parece ser uma parte importante da existência humana na Terra e ainda quero experimentar o que é isso de fato.
Senti vontade de escrever o que tiro de positivo de estar com quase 35 anos sem ter vivenciado o amor na prática. Por incrível que pareça, há aspectos positivos e vejo que eles acrescentam positivamente na minha evolução pessoal. Vamos lá:

Valorizar o lado ruim dos relacionamentos - quando converso com amigos e pessoas que estão em um relacionamento é muito comum as reclamações sobre as dificuldades que existem na vida a dois. Ciúmes, brigas, implicâncias, problemas... Eu por nunca ter vivenciado essas coisas e por achar que superar barreiras algo importantíssimo de nossa evolução e crescimento, valorizo demais esse lado mais negativo. É como se todos estivessem numa corrida com obstáculos, aprendendo a superar as barreiras, e eu estou sentado apenas olhando porque não é minha hora. Como eu lido com ciúme? Sou muito ciumento? Será que sou muito grudento ou muito crítico? Como é ter uma sogra? Como eu lido com o espaço pessoal? Como reagiria a uma crise? A uma traição? A uma palavra mais áspera?... Eu não faço ideia, intuo pelas minhas outras relações mas cada relação é tão diferente e envolve sentimentos tão díspares que é difícil prever. Relação com pais é diferente da relação com irmãos, com amigos próximos, com colegas, com colegas de trabalho, com vizinhos... cada relação é um universo de sensações e comportamentos. O "Rubens namorado" por não ter nascido ainda não existe e eu tenho muita curiosidade de o conhecer e superar as dificuldades que essa faceta minha porventura terá. Se você vive um relacionamento amoroso e passa por problemas lembre-se de que isso também é importante para você ser quem é e faz muita falta.

Me amar mais - antigamente era o contrário, minha auto-estima vivia lá embaixo e eu me culpava muito. Hoje sou mais bem resolvido e feliz comigo mesmo e passei a me amar mais. Como não há espaço para outra pessoa em minha vida dedico muito mais à minha felicidade, me presenteio, faço planos, cuido melhor de mim, me respeito mais, entre outras coisas. Eu me apaixonei por mim mesmo, pelas minhas qualidade (hoje as percebo melhor), pelos meus defeitos (que não dou tanto peso como dava antes) e por tudo o que sou e me tornei. Já passei por tanta dificuldade, ouvi cada impropério, já fui ofendido, humilhado, desacreditado, invejado, puxaram meu tapete tantas vezes e mesmo assim sempre continuei em frente, de cabeça erguida, resiliente. Nunca precisei de ninguém para ser uma pessoa melhor, sempre tirei de dentro de mim toda a força necessária para passar por tudo que vivi. Eu tenho muito orgulho da pessoa que sou, mesmo sendo estranho, gostando de coisas tão distintas, mesmo não conseguindo fazer muita coisa que gostaria de fazer, mesmo pelos meus erros e defeitos, acho que o resultado é que me tornei um ser humano incrível, que não tem medo de pedir perdão ou de expor suas fragilidade, nem tem medo da opinião alheia ou do que os outros acham. Se eu não fosse eu iria me apaixonar fácil por mim (e não é apenas papo de leonino...rs).

Criatividade - sou escritor e percebo que consigo criar camadas emocionais densas ao criar meus personagens principalmente com relação ao amor. Eles falam de sentimentos e vivenciam coisas que pegam fundo nos sentimentos dos meus leitores, já recebi elogios com relação a isso, mesmo eu não percebendo. Me surpreendo ao ver que uma frase de três palavras que pra mim parece boba tem a capacidade de tocar alguém. Além da escrita isso acontece muito também, de eu falar algo para alguém que mexe e marca muito, mesmo eu achando que não foi nada demais. Minha experiência de não-namoro me fez valorizar demais os meus sentimentos e eu os expresso com muito mais facilidade que as demais pessoas. Não sei explicar direito porque isso ocorre, mas é algo que eu noto há um bom tempo.

Ser amoroso - não namorar me tornou uma pessoa muito amorosa, preocupado com os outros e um bom amigo. A gente pode não namorar mas há amor em nosso coração e a gente precisa fazer algo com esse sentimento e essa vontade de cuidar, se preocupar e amar o outro. Eu divido isso nos meus demais relacionamentos, me preocupo com meus amigos, com a vida deles, sempre penso o que posso fazer para ajudar, sou mais atencioso e carinhoso. O complicado é que as vezes as pessoas confudem achando que eu estou na verdade dando em cima ou paquerando. Seria ótimo se fosse fácil assim pra mim, quando eu gosto de alguém é muito difícil para mim ser espontâneo, eu acabo me criticando muito, ao contrário de quando sou apenas amigo. Ser amigo é um campo mais seguro para mim então sinto mais facilidade e isso me fez criar relações mais duradoras e profundas.

Saber o peso das palavras - aprendi como é importante se colocar no lugar do outro e perceber coisas que ele escuta e que o ferem, mesmo parecendo inofensivas. As pessoas me dizem muito coisas como: "Tudo tem sua hora"; "Não chegou o momento certo"; "Um dia você encontrará alguém especial". Eu já ouvi isso mais de mil vezes e hoje em dia machuca mais do que ajuda, abre espaço para questionamento bestas internos do tipo "se não chegou a hora certa eu vivo a hora errada?". Pior que isso é ser ignorado ou a pessoa não dizer nada, muitos preferem não falar nada com medo de me machucar, sendo que o silêncio machuca muito mais pois abre espaço para pensamentos negativos de que estou muito errado e perdido. É muito mais útil, um abraço, perguntas que façam refletir ou que sejam leves que mude o direcionamento do pensamento, do tipo "Como você se sente?". "O que você tem feito?" "O que almoçou?"... Eu hoje quando deparo com alguém vivendo algo difícil que eu não passei sempre tento fazer esse exercício de me colocar no lugar da pessoa e perceber o que ela ouve muito que não faz bem e o que eu poderia fazer ou agir para aliviar um pouco a dor dela.

Esperança e confiança - eu poderia desencanar de vez e assumir uma vida solitária e feliz comigo mesmo, tocando minha vida e não me preocupar mais com isso. É ótimo ser solteiro, ter liberdade e espaço e eu me basto totalmente. Não preciso de outra pessoa pra ter minhas conquistas pessoais, profissionais e familiares e mesmo se não aparecer ninguém na minha vida eu ainda serei pai, adotarei e terei meu lar. Mas eu acho que a esperança não deve acabar e eu confio que um dia vou conseguir me relacionar com alguém. Enquanto isso não ocorre, vou vivendo da melhor forma possível e oferendo o que tenho de melhor ao mundo da melhor forma possível. Um dia minha pasta "Amor" onde guardo as imagens e coisas que vou utilizar quando estiver namorando terá, enfim, utilidade...rs

E um feliz dia dos namorados para vocês. Ame muito, amar é o melhor sentimento que existe!!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Reflexões de uma sexta-feira 13



Aproveite cada momento, cada instante, cada pessoa que aparece em seu caminho.

É o conselho mais repetido e que tem que ser repetido mesmo porque sempre esquecemos e quando nos damos conta é tarde demais.

A vida é um sopro. Quando somos crianças parece que ela é enorme, a medida que crescemos percebemos a sua real pequenez. 

Mesmo que o seu momento seja difícil, tenha força e fé, mantenha a mente e suas atitudes positivas e ame. Melhor remédio e melhor amigo que temos é o amor, é amar sem esperar nada em troca.

Ser como os animais, tudo é mais simples para eles, pra gente também pode ser. Só ficar atento!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Mês de março

Este mês de março foi muito intenso e produtivo!!

Parece que eu vivi vários meses em um de tantas coisas vividas. E o mês nem acabou ainda.

Uma das coisas que me deixou muito feliz é que consegui dar estrutura a uma história que comecei a elaborar uns 10 anos atrás. Ao longo desse tempo ela ficou guardada, eu estava insatisfeito com os rumos da história, os personagens apresentavam vários problemas.

Hoje a história mudou muito, poucas coisas permaneceram e ela aborda novas temáticas, que condizem com os tempos atuais. Ainda bem que não escrevi antes, gosto muito mais dela hoje.

Agora é sentar e escrever e ver no que dá. Quando a gente escreve de fato muita coisa muda, os personagens ganham vida e muitas vezes a gente se entrega a eles. E isso é maravilhoso!!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Notas

Eu estou passando num período muito bom de desenvolvimento pessoal. Desde o fim do ano tenho avançado bastante na minha terapia e hoje consigo me entender bem melhor. O melhor de tudo é que consegui me perdoar por coisas que me culpava no passado. Hoje compreendo melhor minhas limitações e dificuldades e consigo olhar para o meu passado com mais ternura.

E isso tem me feito um bem enorme, estou me alimentando melhor, eliminando aos poucos excessos, me dedicando mais a coisas que gosto e sendo mais positivo. Mesmo quando fico triste e choro não fico pra baixo, deixo a emoção fluir e limpar o que tem de ruim.

Não me cobro, estou indo devagar, tentando, aprendendo, um passo de cada vez. Escrever aqui novamente é também um reflexo dessa caminhada positiva desse ano.

Ainda bem que estou assim, 2018 começou com dificuldades e durezas difíceis de lidar. Mas prefiro lidar com elas bem comigo mesmo do que mal e pra baixo.

Passarinhos

Ontem bateu uma saudade grande do meu pai.

Nesses 6 anos sem ele tem sido assim, tem dias que as lembranças e a falta dele bate mais forte.

Tanta coisa que queria contar pra ele, pedir ajuda, conselho, um abraço... 

Converso em oração com ele, ainda assim a falta é grande.

E essa semana minha família separou toda. Minha sobrinha foi trabalhar na Bahia, meu sobrinho foi estudar em Barretos, meu cunhado continua trabalhando em São Roque, minha irmã na casa dela em Passos, minha mãe na nossa casa e eu em Guaxupé. Acho que isso me deixou mais emotivo.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Área social de casa

Tem horas que lembro da criatividade do meu pai no trabalho dele, mesmo com pouco estudo ele conseguia encontrar soluções geniais e criativas ao construir uma casa (ele era pedreiro).
Minha casa é um exemplo, ela foi feita em duas etapas. Primeiro ele fez uma casa com sala, dois quartos e cozinha. No fundo, ele construiu uma outra casa com três cômodos pequenos e num deles tinha um fogão de lenha. Ficou pronta quando eu nasci.
Ele e minha mãe não ficaram satisfeitos, queriam mais um quarto na casa para mim pra que eu não precisasse dividir com minha irmã. Em 1990 ele derrubou essa casinha no fundo e ampliou a casa da frente, transformando os antigos três cômodos em um quarto, copa e cozinha. O que achei muito bacana da parte dele é que ele projetou a cozinha e copa como um espaço único, com duas muretinhas baixas dividindo os dois ambientes. Hoje em dia isso é muito comum mas naquela época nem tanto. Ele teve inspiração dos ranchos de famílias ricas que ele e minha mãe trabalharam e de novelas.
Mas além de criar esse ambiente aberto entre copa e cozinha ele construiu na copa um sofá de cimento e encomendou um estofado feito sob medida para ele. A ideia era poder receber visitas ali mesmo na copa e conversar por ali enquanto esperava qualquer refeição sendo feita na cozinha. 
Assim, a gente tinha a mesa da copa com cadeiras, a mesa da cozinha com cadeiras e o sofá da copa. Era possível tomar café e conversar com quem estivesse nos dois ambientes. A cozinha e copa era o espaço sociável da casa e a comida mineira era o carro chefe.
Um dos motivos de deslocar as visitas da sala para a cozinha é que antigamente meus pais tinham uma devoção pela área da sala, ela não podia ser utilizada muito, o sofá tinha que permanecer novo e com pouco uso e ali era só para acolher as visitas e oferecer um café receptivo, depois era hora de os convidar para a copa e cozinha ou para a parte externa da casa.
Com o tempo e com a inserção de uma TV a cores na sala essa aura sagrada da sala foi se perdendo e eu passei a utilizar ela mais que todos os cômodos da casa. Hoje nosso sofá da sala atual tá até rasgado, coitado, estamos esperando uma melhora financeira para o trocar. Também com o tempo minha mãe quebrou o sofá de cimento da copa e colocou outro sofá comum e mais velho no lugar. A copa continua a ser nosso espaço social porém ela hoje é mais apertada porque os dois sofás mais a mesa são maiores e ocupam mais espaço.
Hoje em dia a última coisa que as pessoas pensam ao fazer uma casa é no espaço para visitas. Receber pessoas em casa é um hábito que tem diminuído e muitos consideram até mesmo inconveniente. Eu particularmente gosto e sinto bem em receber amigos e familiares e também de visitar pessoas queridas. As não queridas a gente apela para as mandingas ou pra sinceridade mesmo... 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

"The Evil Within 2" e a Ideologia de Gênero



Em "The evil within 2", jogo de terror lançado semana passada, há pessoas zumbificadas que ficam amontoando corpos em alguns cantos e depois esse monte de corpos vira um monstro horroroso, difícil de matar e que fica nos perseguindo gargalhando e com uma serra circular enorme na mão. Não há analogia melhor ao que vem ocorrendo na atualidade. Um monte de pessoas zumbificadas, que só sabem atacar quem não pensa como elas, juntando coisas mortas que em breve se tornará um grande monstro para nos atacar. A tal ideologia de gênero, por exemplo, é isso, uma coisa que não existia e que pessoas cegas de reflexão crítica começaram a colocar de tudo nela, você não consegue argumentar pois como se argumenta sobre algo que não existe, que cabe as mais variadas coisas dentro e que cada um bota o que quiser nela a qualquer momento? Por fim, vira um espantalho de ideias mortas, com vida própria e que sai correndo atrás da gente de forma ensandecida e mortal. Tudo em nome de Deus, como diria o padre de "The evil within 2"...

Corre, Tião, corre, que a coisa tá cada dia mais feia!

quinta-feira, 16 de março de 2017

A velha estrada da Mumbuca


Trabalho em Guaxupé há quase 7 anos e desde que comecei viajo de Passos pra cá passando por uma estrada de terra de cerca de 17km, conhecida como estrada da Mumbuca e que leva à cidade de Bom Jesus da Penha, cidade natal de meus pais. Inicialmente passava de ônibus, depois de carro, quando comprei o meu.

Desde que me entendo por gente os políticos falam que vão asfaltá-la mas nunca que esse asfalto acontecia de fato e muitas pessoas moram em sítios por onde essa estrada passa e dependem dela para ir à Passos ou outras cidades vizinhas. Imaginem o transtorno quando alguém passava mal e precisava ir até um hospital em época de chuva! O barro que formava era assustador. Eu mesmo já passei muita dificuldade de passar por lá em época de chuva, muitas vezes nem passava, já seguia para outro caminho.

Mas há uns 3 anos o que ninguém mais acreditava começou a acontecer, começaram a asfaltar a estrada. No começo com muitos trabalhadores, começou bem ágil, mas depois interromperam por falta de verba e só em meados de 2016 retomaram, com menos trabalhadores, e agora a obra caminha para seu fim.

É muito legal ter vivido todo esse processo, observado as mudanças e ver a alegria dos moradores da região que agora podem levar uma vida mais tranquila.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura realmente!

Tenho uma história engraçada para contar dessa estrada. Em 2009, quando eu ainda morava e estudava em São Carlos, eu tinha um caderno de sonhos e anotava todos meus sonhos nele (devo ter falado sobre isso aqui no blog na época). Pois bem, anos depois reencontrei esse caderno e ao reler ele vi um sonho que eu tive onde eu passava de carro pela Mumbuca e parava perto de um bar em frente a igrejinha do lugar. Na época esse sonho não significou muito para mim, primeiro porque há muitos anos não passava por essa estrada (eu viajava muito com meu pai na minha infância passando por ela pra ir visitar nossos parentes em Bom Jesus, a primeira viagem que fiz na vida foi essa) e, em segundo, porque não tinha habilitação. Assim, o curioso é que anos depois aquilo que vivenciei no sonho se tornou comum em minha vida. Tive um reflexo do meu futuro em meu sonho. Curioso isso...